oalmirante @ 03:46

Qui, 23/12/10

Porto, 23 de Dezembro de 2010

 

Muitas vezes criticamos a má gestão que os nossos governantes fazem dos recursos do Estado e não reparamos na existência deste mesmo espírito de falta de liberdade à “moda portuguesa” nas empresas. O centralismo não existe apenas na máquina do Estado, afecta todas as instituições nacionais e com ele advém uma falta de liberdade absolutamente preocupante.

Pessoalmente posso dar o meu exemplo, trabalho numa empresa que presta serviços à PT Comunicações e sei que se os vendedores fossem mais ouvidos a PT poderia colmatar muitas falhas do seu sistema, designadamente ao nível das instalações dos serviços. Conquanto, para isso seja necessária também alguma persistência por partes dos trabalhadores para fazerem passar este feedback, ajudariam sem dúvida a melhorar os serviços da PT, como certamente os trabalhadores se sentiriam mais úteis e envolvidos no espírito da empresa.

Podemos dizer que se trata de uma questão cultural. Nós, os portugueses, não temos por hábito estimular o espírito de livre iniciativa – tão sublinhado no programa do PSD – e deixamo-nos controlar pelo Estado ou pelos poucos que assumem esta atitude. Assim, talvez as empresas tenham oportunidade de ter aqui um papel também pedagógico ao estimular dentro de portas a que os seus funcionários critiquem as várias dinâmicas ligadas ao negócio.



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"We shall go on to the end, we shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender (...)"

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