oalmirante @ 02:59

Qui, 26/08/10

Porto, 26 de Agosto de 2010

 

Recentemente comecei a ler “O Mistério Inglês e a Corrente de Ouro” da autoria de João Carlos Espada, um livro que reúne um conjunto de ensaios sobre a cultura política de língua inglesa, e ao qual não é alheio o meu crescente interesse e admiração pela figura mítica de Winston Churchill. Estes conjuntos de ensaios enquadram-se com bastante facilidade na secção das leituras “obrigatórios”, pelo conjunto de portas que nos abre a novos conhecimentos, mas sobretudo pela investigação do “mistério inglês”.

Pessoalmente identifico este “mistério inglês”, como a alusão a uma sociedade conservadora que sem recorrer a revoluções as soube integrar, fazendo uma transformação gradual, sabendo que não podemos desenhar o futuro, mas podemos tentar influenciá-lo. Falamos, assim, de um conservadorismo bastante diferente do conservadorismo continental, diferença que se acentua de forma gritante quando lemos as seguintes palavras de Winston Churchill: «é esta união do passado e do presente, da tradição e do progresso, esta corrente de ouro, nunca até agora quebrada, porque nenhuma pressão indevida foi exercida sobre ela, que tem constituído o mérito peculiar e a qualidade soberana da vida nacional inglesa».

A Europa e em particular Portugal rendem-se a essa «doença infecciosa da Revolução Francesa», o cerne ideológico do continente Europeu. Mas, a ausência da "corrente de ouro" em prol de vanguardismos delirantes explica este visível «efeito do álcool em estômago vazio» e justifica um espectro político que se apresenta como mestre-de-obras do futuro e que desdenha dos mais antigos costumes e tradições. Falando em termos práticos, Portugal, por exemplo, na área da educação é quem mais tem sido afectada por estes ares de modernidade com constantes políticas de ruptura validadas acriticamente. Tal situação só confirma que «O mundo de fadas da filosofia não pode dirigir a acção política, porque esta não é uma ciência a priori.», contudo infelizmente não falamos de uma simples gripe do Ministério da Educação, mas de um cancro da sociedade portuguesa.



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"We shall go on to the end, we shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender (...)"

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