oalmirante @ 02:48

Qui, 28/07/11

Porto, 28 de Julho de 2011

 

“We have become makers of our fate when we have ceased to pose as its prophets.” Karl Popper

 

 

Uma frase implacável de Karl Popper e que é muito cara a todos aqueles que de alguma forma procuram assumir responsabilidades na sua vida. Durante a nossa reflexão poderíamos até ficar um pouco perdidos na incerteza da vida, mas não vale a pena tal desassossego, se regermos o nosso dia-a-dia pela honestidade e coerência. Procurar o melhor da vida nem sempre é sinónimo de respeitar estas duas linhas orientadoras, que devem ser inabaláveis na maioria das acções quotidianas, mas esse é o preço a pagar para quem quer ter um passado, presente e futuro respeitável.

Infelizmente muito disso não é aplicado na nossa vida, mas mais preocupante se torna quando não é aplicado num meio que mexe com a vida de outras pessoas, como é a política. Colocar, por isso, interesses políticos à frente da coerência e honestidade, é motivo suficiente para derrubar qualquer tese de “mudança” a que sucessivas facções se autopropõem. Contudo, errar será sempre uma característica inerente a qualquer ser humano, enquanto algo não programável, e só o assumir da verdade e das responsabilidades pode colmatar essa quebra da linha da coerência e honestidade.

Da minha parte tudo faço para que o meu dia-a-dia assim seja, e enquanto membro desta sociedade e um pouco do sistema político, sempre orientei e espero continuar a orientar a minha conduta e ascensão por métodos verticais e não horizontais.




oalmirante @ 02:56

Ter, 26/07/11

 

 

 

 

"The mood of Britain is wisely and rightly averse from every form of shallow or premature exultation. This is no time for boasts or glowing prophecies, but there is this—a year ago our position looked forlorn, and well nigh desperate, to all eyes but our own. Today we may say aloud before an awe-struck world, 'We are still masters of our fate. We still are captain of our souls.'"

 

—House of Commons, 9 September 1941




oalmirante @ 01:30

Qui, 21/07/11

Porto, 21 de Julho de 2011

 

Agora que o PSD é governo começa a ser natural o desinteresse, ou melhor, a falta de tempo dos dirigentes do Partido para tratar de questões internas. Contudo, outra linha ficará a assumir essas responsabilidades, porque falta de bons quadros este Partido felizmente não tem, e por vezes poderá até ser o excesso que origina estas múltiplas e diversas lutas partidárias.

Espera-nos, por isso, um período de relativa acalmia partidária, essencial para montar os alicerces para um futuro que se prevê extremamente difícil para os portugueses. As bases têm portanto de ser trabalhadas desde já, uma pluralidade de eleições internas irão surgir, pelo que será da responsabilidade das respectivas facções procurar o consenso. Não uma paz podre, mas sim a identificação daqueles que melhor estão preparados para liderar as respectivas estruturas, e que contem com um currículo político marcado pela experiência política e profissional, e sobretudo o bom trabalho.

Assim, o Partido poderá partir para o próximo ano político com estruturas sólidas cruciais para rebater a contestação social, que se avizinha, e os abutres que dela se tentarão aproveitar. Ora, um bom líder político nos dias que correm tem de estar internamente associado sobretudo à mobilização, ou seja, unir os militantes e atrair aqueles que da política progressivamente se têm afastado. É por isso essencial que os nossos presidentes de núcleo encabecem estas características ou as procurem na sua actividade partidária, porque são eles quem mais de perto contacta com as bases.

Mas apesar de tudo isto não se pode desconsiderar o desempenho do governo. O governo tem sobretudo de praticar uma política coerente e honesta, sem espaço a romantismos de ar condicionados e funcionários sem gravata, ou seja, um governo que apareça pelos melhores motivos nos jornais e não na imprensa cor-de-rosa. Assim, preocupo-me mais com o trabalho real deste executivo, como a execução exemplar do memorando da troika, do que as mensagens que este quer enviar ao povo, com uma patética extensão aos mercados.




oalmirante @ 01:44

Qua, 20/07/11

Porto, 20 de Julho de 2011

 

Se algo de interessante e diferente tiveram estas primárias do Partido Socialista foi a proposta de Francisco Assis de ter primárias abertas a todos os cidadãos. Uma proposta ousada e que tem vindo a ganhar força também nos enredos partidários do PSD. Mas que não passa de patetices de esquerda vanguardista ou direita populista, e que nutre o mais profundo desrespeito por aquele que é o maior direito de um militante, enquanto parte essencial e indivisível que é no seu Partido.

Assim, durante estas últimas semanas, Francisco Assis e outros subscritores desta medida, justificam-na enquanto uma aproximação dos partidos políticos à sociedade, ou seja, os cidadãos podem simplesmente escolher, dentro do partido que lhes apetecer, aquele que consideram como melhor candidato a Primeiro-Ministro.

Mas então para que serve ser militante de um partido?

Tenho para mim que se esta medida não é de conteúdo vago, vanguardista e populista, então é a aceitação de que os militantes sãos os “boys” dos partidos políticos ou que estes se ilibam de responsabilidades para se aproximarem dos cidadãos, e vice-versa. Embora o nível de romantismo destas medidas seja sempre elevado, espelha um velho fantasma de Rousseua.

Pessoalmente via com melhores a instituição de um Conselho Consultivo que dependesse o menos possível dos militantes e das respectivas Comissão Política ou Secretariado Nacional. Mas parece que isso não é suficientemente apelativo para a opinião pública. Sinceramente esta gente não percebe nada disto.




oalmirante @ 15:30

Sex, 15/07/11




oalmirante @ 14:42

Sex, 15/07/11

Porto, 15 de Julho de 2011

 

Não tenho acompanhado com muita atenção as directas no PS, mas o pouco que tenho visto deixa-me impressionado, não só pela profunda vacuidade do debate de ideias, que começa a assumir contornos preocupantes dentro dos dois maiores partidos portugueses, problema ao qual Pedro Passos Coelho foi muito sensível, como demonstrou através do GENEPSD e da composição do executivo.

Contudo, o que me deixa mesmo surpreso é o modus operandi do PS nestas suas eleições internas. Para ver se entendemos: António José Seguro foi dentro do próprio partido, nos últimos 6 anos, um perceptível opositor a José Sócrates, assumindo a linha mais esquerdista do PS, associou-se a figuras como Manuel Alegre e Ana Gomes. No entanto, em cenário eleitoral defende um novo ciclo, mas aparece rodeado por todo o “aparelho” de José Sócrates, que ele próprio tinha vindo a criticar até dia 5 de Junho. Por seu lado, Francisco Assis ex-líder parlamentar e ideologicamente mais próximo do PS de José Sócrates, o mais centrista desde 19 de Abril de 1973, aparece enquanto candidato “anti-apalhero”. Não entendo… mas parece que foi destapado um grande ninho de ratos no Largo do Rato.

 




oalmirante @ 14:38

Sex, 08/07/11




oalmirante @ 13:55

Qui, 07/07/11

Afinal quem está por detrás das agências de rating? Depois de ver esta pequena reportagem, só posso concluir que a falta de regulação resulta num condicionamento absurdo da liberdade dos mercados. Aqueles que se dizem liberais são os primeiros a temer os efeitos de um mercado com algumas regras, que assegurem primeiramente a sua própria liberdade. Como podem estas agências privadas classificar algo tão sério como são os Estados, sem sabermos os metodos que usam? Porque falham as tentativas de regulamentação? Pode a UE continuar sem reagir com uma agência europeia para defender os seus próprios Estados membros, equilibrando as forças e introduzindo mais concorrências neste sector? É óbvio que existe uma mão invísivel e extremamente viciosa a controlar os mercados.

 

 




oalmirante @ 02:00

Dom, 03/07/11

Porto, 1 de Julho de 2011

 

Hoje o governo entrou em plenitude de funções, depois do programa do executivo ter sido discutido em plenário da Assembleia da República. No entanto, destaco a intervenção de Nuno Crato, Ministro da Educação, Ensino Superior e Ciência, que assumiu um discurso esclarecedor quanto às linhas gerais pelas quais se guiará o seu ministério. Obviamente, não adiantou nada de muito concreto, mas esta sua postura, que de resto é comum a todos os membros do governo, permitirá abrir ao diálogo com os parceiros, no que respeita à avaliação dos professores, matéria muito sensível nos últimos anos. Não será, portanto, fácil lutar contra esta força estatizante que são as federações sindicais ligadas ao ensino e afectas à esquerda parlamentar, pelo que a JSD, enquanto principal juventude partidária terá que dar todo o seu contributo, no parlamento, nas escolas, e até na rua se preciso for, a este ministério que será regido, certamente, com mão de ferro, e contra os dogmas ideológicos instalados no ensino português. Vamos por isso debater-nos para que a avaliação seja uma constante em todo o sistema de ensino; por provas de acesso à profissão, para serem seleccionados os melhores; por exames em todos os fins de ciclo, por um ensino mais rigoroso; por uma escola pública mais livre. 

Contudo, gostaria de comentar a falta de ambição do governo em privatizar a RTP, logo à partida não faz qualquer sentido que o Estado detenha um órgão de comunicação social, quando principalmente ele não presta qualquer tipo de serviço público, e do pouco que presta pode perfeitamente ser contratualizado com os privados. Certamente que este retrocesso foi uma imposição do CDS, mas aqui Pedro Passos Coelho tem de fazer finca-pé para dar moralidade às privatizações, como é o exemplo dos CTT, uma empresa que gera receita, e não se vergar aos lobbies, que em relação a outros sectores são os primeiros a defender um mercado livre, e que neste caso temem a livre concorrência. Que moralidade terá depois o executivo para subir a carga fiscal, por exemplo o IVA para 23% no sector da restauração, quando este representa uma quota muito significativa da receita do turismo, conta com 80 mil estabelecimentos que empregam 300 mil pessoas, e ao mesmo tempo admitimos uma RTP com prejuízos de 1 milhão de euros por dia. Não teremos uma nesga de espaço que seja para experimentar a mesma receita do PS, basta de ataques bárbaros à economia. O governo tem de ser coerente no seu discurso e dar o exemplo. 

 

 



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"We shall go on to the end, we shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender (...)"

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