oalmirante @ 15:05

Sab, 11/06/11

Porto, 11 de Junho de 2011

 

Penso que nunca me tinha pronunciado acerca do jornalismo português em nenhuma das minhas reflexões, irei portanto fazê-lo agora, mais concretamente, por causa das declarações de Ana Gomes, eurodeputada do PS, acerca do “efeito Strauss-Kahn” em Paulo Portas. Vamos primeiro às declarações de Ana Gomes:

"Não está em causa a sua legitimidade do seu partido mas sim do dr. Paulo Portas, pessoalmente pela sua idoneidade pessoal e política em anteriores responsabilidades governamentais, no caso dos submarinos e noutros casos"

 

"Também não havia nada que inibisse o senhor Dominique Strauss-Kahn de ser director do FMI e no entanto toda a gente sabia que ele tinha acções altamente reprováveis na sua vida política e profissional e que podiam ser comprometedoras para o seu país e que hoje passam por uma tremenda humilhação".

 

"há questões que toda a gente sabe, que vocês jornalistas sabem, por exemplo o papel que teve a central de desinformação junto do então ministro Paulo Portas no tratamento que a imprensa deu ao caso Casa Pia. É preciso que alguém fale e aqui estou a eu a dar a cara. E disponível para enfrentar as consequências do que estou a dizer"

Muitos pensaram que Ana Gomes estaria a referir-se à orientação sexual de Paulo Portas, mas ela própria fez questão de recentrar polémica no seu blogue pessoal, Causa Nossa, num comentário que intitula de “Homofobia?” (9 de Junho de 11). Contudo, se aproveitarmos a visita furtuita a este espaço poderemos então retroceder a outro comentário que intitula de “Pias e ímpias” (31 de Maio de 2010) onde tece de forma camuflada a seguinte reflexão: “Começando por tratar de evitar que o pau seja de loureiro e a cabeleira loura, à la Deneuve, como a disfarçante de ímpia e insinuante careca.”

Assim, com base neste último comentário e nas suas declarações, é certo que Ana Gomes está a referir-se a uma extensa reportagem, “Les ballets bleus du Portugal”, editada pela revista francesa “Le Point”, no qual é denunciada a existência de dois ministros pedófilos no governo de Durão Barroso. Vejamos, por isso, o seguinte excerto:

“No fio de confidências sabiamente destiladas, ficamos a saber que um certo ministro do PSD (direita), católico austero e muito popular, é um pedófilo notório que regularmente dá umas voltas pela Alemanha ou Holanda para apaziguar os seus demónios. Ou que um outro ministro, membro da coligação no poder, é apelidado de ‘Catherine Deneuve’ nas paragens do Parque Eduardo VII, local para onde são arrastados os jovens homossexuais de Lisboa”. Assinam o artigo francês dois jornalistas, o francês Dominique Audibert e o português Rui Araújo.

Ora sendo que Ana Gomes representará cerca de 1 milhão de portugueses no Parlamento Europeu e Paulo Portas será provavelmente o próximo Ministro dos Negócios Estrangeiros, impõem-se que os jornalistas façam um pouco melhor o seu trabalho de campo e adiantem “as meais palavras” que ficaram por dizer, pedindo-lhe um esclarecimento cabal das suas declarações.



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"We shall go on to the end, we shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender (...)"

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