oalmirante @ 02:00

Dom, 03/07/11

Porto, 1 de Julho de 2011

 

Hoje o governo entrou em plenitude de funções, depois do programa do executivo ter sido discutido em plenário da Assembleia da República. No entanto, destaco a intervenção de Nuno Crato, Ministro da Educação, Ensino Superior e Ciência, que assumiu um discurso esclarecedor quanto às linhas gerais pelas quais se guiará o seu ministério. Obviamente, não adiantou nada de muito concreto, mas esta sua postura, que de resto é comum a todos os membros do governo, permitirá abrir ao diálogo com os parceiros, no que respeita à avaliação dos professores, matéria muito sensível nos últimos anos. Não será, portanto, fácil lutar contra esta força estatizante que são as federações sindicais ligadas ao ensino e afectas à esquerda parlamentar, pelo que a JSD, enquanto principal juventude partidária terá que dar todo o seu contributo, no parlamento, nas escolas, e até na rua se preciso for, a este ministério que será regido, certamente, com mão de ferro, e contra os dogmas ideológicos instalados no ensino português. Vamos por isso debater-nos para que a avaliação seja uma constante em todo o sistema de ensino; por provas de acesso à profissão, para serem seleccionados os melhores; por exames em todos os fins de ciclo, por um ensino mais rigoroso; por uma escola pública mais livre. 

Contudo, gostaria de comentar a falta de ambição do governo em privatizar a RTP, logo à partida não faz qualquer sentido que o Estado detenha um órgão de comunicação social, quando principalmente ele não presta qualquer tipo de serviço público, e do pouco que presta pode perfeitamente ser contratualizado com os privados. Certamente que este retrocesso foi uma imposição do CDS, mas aqui Pedro Passos Coelho tem de fazer finca-pé para dar moralidade às privatizações, como é o exemplo dos CTT, uma empresa que gera receita, e não se vergar aos lobbies, que em relação a outros sectores são os primeiros a defender um mercado livre, e que neste caso temem a livre concorrência. Que moralidade terá depois o executivo para subir a carga fiscal, por exemplo o IVA para 23% no sector da restauração, quando este representa uma quota muito significativa da receita do turismo, conta com 80 mil estabelecimentos que empregam 300 mil pessoas, e ao mesmo tempo admitimos uma RTP com prejuízos de 1 milhão de euros por dia. Não teremos uma nesga de espaço que seja para experimentar a mesma receita do PS, basta de ataques bárbaros à economia. O governo tem de ser coerente no seu discurso e dar o exemplo. 

 

 



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"We shall go on to the end, we shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender (...)"

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