oalmirante @ 12:31

Seg, 01/08/11

Porto, 1 de Agosto de 2011

 

A partir de hoje os transportes estão mais carros, depois de o Governo ter fixado em 15% o aumento médio nos preços praticados para os títulos dos transportes públicos, sendo que em alguns casos esse aumento é mais de 20%. Mas no que a nós, portuenses, diz respeito sabemos que:

  • Andante:
    • Título Z2 passa de 1 para 1,10 euros;
    • Passe Social Z2 sofre aumento de 15,9%, passando de 24,5 para 28,4 euros;
    • Passe Social de estudantes/menores Z2, sofre aumento de 15,8%, passando de 18,4 para 21,3 euros.

     

  • STCP:
    • Agente único sofre aumento de 16,67%, passando de 1,50 para 1,75 euros
    • Título T1 de 10 viagens passa de 7,50 para 9 euros.

Para quem utiliza o transporte público há pelo menos 8 anos, lembra-se que o título Z2 custava 80 cêntimos e o Agente único (1 viagem T1) por volta de 1,10€, ou menos, isto é, em 8 anos houve respectivamente um aumento de 30 cêntimos (60 escudos) e 65 cêntimos (130 escudos), nestes dois títulos.

Perante este cenário cabe portanto esclarecer qual é e será realmente a nossa política de transportes públicos, ou seja, pretendemos reduzir o número de automóveis nas grandes cidades, para descongestionar os principais acessos e sobretudo diminuir o grau de poluição destes centros urbanos, ou pretendemos ter apenas uma rede de transportes públicos para as classes sociais mais desfavorecidas. E mais, para qual destes caminhos nos destinará uma futura privatização das empresas de transportes públicos?

É necessário esclarecer e redefinir a política de transportes públicos, porque esta incoerência e indecisão, apenas resulta em dois encargos para os portugueses, um através dos impostos enquanto contribuinte e outro enquanto utilizador destes meios de transporte.

Por último, e analisando uma situação que me é sensível, um trabalhador/estudante que receba mensalmente 237,5€, em regime part-time, e que viva, por exemplo, no Porto, mas necessite de transporte público para chegar ao seu estabelecimento de ensino ou local de trabalho, sabe a partir de hoje que mais de 9% do seu rendimento é para pagar o passe social, sendo que ainda poderá ter a seu cargo: propinas, com periodicidade trimestral, no valor de 250€ e o aluguer de um quarto que rondará os 150€ por mês. Com a ajuda do Estado cada vez mais diminuta e a impossibilidade que muitos pais têm em ajudar os filhos, muitos destes jovens ficarão afastados de um ensino que tendencialmente será para alguns e não para todos.

 



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"We shall go on to the end, we shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender (...)"

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