oalmirante @ 01:25

Qui, 04/11/10

Porto, 4 de Novembro de 2010

 

Hoje, tive a oportunidade de assistir ao segundo dia de debate do orçamento, bastante diferente do primeiro que ficou marcado por alguma crispação entre os partidos de direita e o governo, principalmente entre Paulo Portas e José Sócrates. Contudo, no dia de hoje, a ex-líder social-democrata, Manuela Ferreira Leite, saltou da fila dos bastiões adormecidos para fazer uma intervenção dirigida a todos os quadrantes políticos. Assim, foi com silêncio e respeito que o parlamento ouviu as palavras da única pessoa que dentro da política activa vinha alertando para a calamidade das contas públicas, e que lhe custou as eleições legislativas.

Manuela Ferreira Leite durante a sua intervenção aludiu à posição de responsabilidade tomada por esta nova direcção do PSD e preveniu o parlamento para não dar a mínima margem de erro à execução orçamental, como tem acontecido sucessivamente até então. Mas a ex-líder reafirmou também alguns valores desconhecidos para a classe política, como falar verdade aos portugueses.

Todavia, o frenesim de esquerda não tardou em tentar derrubar este bom discurso de Ferreira Leite, tornando-o numa intervenção inequivocamente irrepreensível do ponto de vista político. Mas, nem os truques de Francisco Louçã, nem o discurso inflamado dos comunistas diminuíram o humor de Ferreira Leite.

O “momento Ferreira Leite” foi sem dúvida um momento de grande elevação política. Porém, José Sócrates não tardou em fazer malabarismos retóricos com as palavras de Ferreira Leite e conclui insolentemente que “finalmente tinha sido ouvido”. Aliás, temo que o tal “eu curioso” do primeiro-ministro só tenha compreendido agora a mensagem de Manuela Ferreira Leite, quando o deficit e desemprego estão acima dos 9% e 10% respectivamente e o tempo é escasso para repor a ordem nesta casa portuguesa.



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"We shall go on to the end, we shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender (...)"

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