oalmirante @ 09:08

Sex, 04/03/11




oalmirante @ 10:05

Qua, 02/03/11

Porto, 2 de Março de 2011

 

Ontem, o Porto Laranja organizou mais um jantar/debate, onde teve como orador o Eng. Carlos Pimenta que abordou de forma impressionante o tema seleccionado, "Uma Política de Desenvolvimento Sustentável para a próxima década". Com uma apresentação muito bem elaborada e bastante explícita, a facilidade de manipulação do tema em debate deixou tímida a audiência que pouco abordou a segunda parte da apresentação referente às energias renováveis.

No seguimento do debate de ontem, decidi ler o resumo da conferência “Energias do Futuro”, organizada pelo GENEPSD, na Assembleia Distrital de Viana do Castelo, que contou como oradores precisamente o Eng. Carlos Pimenta e o Eng. Mira Amaral. Deste resumo disponível no site do GENEPSD, conclui que “as energias renováveis são uma excelente ideia “, como frisa o Eng. Mira Amaral, mas têm o problema de apenas aproveitarem 25% da capacidade instalada, o que é um aspecto negativo do ponto de vista da eficiência. Por seu lado, e apesar de certamente não ser um investimento que represente 96% de incorporação nacional, como é o caso do parque eólico em Viana do Castelo, as centrais nucleares de quarta geração, que estão a ser desenvolvidas, permitem a reciclagem dos resíduos radioactivos, o que as torna tecnicamente renováveis.

Contudo, existe um ponto que os apoiantes “fanáticos” das energias renováveis tendem a omitir, e que o governo opta por mentir. Num artigo de opinião do Eng. Miral Amaral é decomposta esta questão:


  1. Citando o primeiro-ministro em Montealegre: "53% da produção eléctrica nacional foi com base nas energias renováveis, o que permitiu reduzir a importação de petróleo".
  2. Explicação: “Ora é preciso que os nossos distintos jornalistas económicos e os nossos partidos políticos percebam que as renováveis (barragens inclusive) que produzem electricidade não poupam um único barril de petróleo importado pois que: (1) já não utilizamos petróleo na produção de electricidade; (2) o consumo de petróleo é basicamente no sector dos transportes e só quando houver massificação dos veículos eléctricos, o que infelizmente ainda vai levar bastante tempo, é que a electricidade substituirá o petróleo.

Esta “explicação” levanta questões sobre: o papel das energias renováveis junto do sector dos transportes e se são as baterias actualmente produzidas suficientemente desenvolvidas para substituir o petróleo?

Embora compreenda a opção do Eng. Carlos Pimenta que preconiza uma verdadeira revolução, um corte drástico com a política energética seguida, perante as circunstâncias actuais acho difícil a implementação da política que defende. Conquanto, a opção pelo nuclear não diminuía a nossa dependência do petróleo, asseguramos uma produção de electricidade que nos liberta de modo mais eficaz da pressão da subida de preços do gás e carvão. E se as renováveis se destacam pela aposta na inovação, a revista TIME publicou recentemente um artigo que intitula: “Nuclear Batteries. Tiny atomic reactors have energized the nuclear industry. Can they help save the planet?”


“Nuclear-powered cars! airplanes! Fridges and freezers! In the heady days of the early 1950s — at the dawn of the civilian nuclear power age and President Eisenhower's Atoms for Peace program — nuclear optimists imagined a world powered by tiny nuclear reactors. Today, in an era of climate change and energy insecurity, the nuclear industry is dusting off some of those old dreams. That includes the nuclear battery.”


Por último, gostaria de abordar as investigações sobre a antimatéria, certamente desconhecida para muitos, pelo que deixo algumas explicações retiradas da internet:


  • A existência de antimatéria foi prevista em 1931 pelo físico inglês Paul Dirac. Trata-se de uma matéria “espelho” daquela que é conhecida no Universo. As antipartículas são idênticas às partículas que lhes correspondem, mas têm uma carga eléctrica inversa. A antimatéria anula-se ao entrar em contacto com matéria, pelo que é quase impossível observá-la.
  • Os físicos do CERN conseguiram pela primeira vez aprisionar antimatéria, e para termos uma noção do que representa a antimatéria em termos de evolução a NASA está a financiar um projecto que tenta viabilizar o uso da antimatéria como combustível das naves espaciais e já considera as vantagens para uma futura viagem tripulada a Marte.
  • A reacção de 1 kg de antimatéria com 1 kg de matéria produziria 1.8×1017 J de energia (segundo a equação E=mc²). Em contraste, queimar 1 kg de petróleo produziria 4.2×107 J, e a fusão nuclear de 1 kg de hidrogénio produziria 2.6×1015 J.



oalmirante @ 00:37

Sab, 26/02/11

Porto, 26 de Fevereiro de 2011

 

José Policarpo discursava no encerramento do colóquio comemorativo dos seus 75 anos, onde confessou que a sua maior preocupação é a "vitória dos individualismos e a perda do sentido comunitário" e de comunhão entre os homens, lamentou ainda que o próprio conceito de sociedade se tenha "degradado tanto", com os "indivíduos a engalfinharem-se uns com os outros", num conflito que também tem a ver com a política, o poder, a autoridade e os interesses públicos.

São sem dúvida palavras muito sábias do cardeal patriarca de Lisboa. A política, que envolve o poder, a autoridade e os interesses públicos, é actualmente edificada por disputas que têm por fim a concretização de objectivos pessoais e nunca um objectivo comunitário.

O país não chegou a este estado por acaso, a “vitória dos individualismos” foi em grande parte quem nos encaminhou até este buraco, e isso é observável nos partidos políticos portugueses. Quem tem uma vida partidária activa sabe perfeitamente que as disputas políticas não se fazem com base no debate de ideias e na defesa de ideais, mas sim na promoção de um conjunto de indivíduos, que partilham em certa medida das mesma ambições, e que procuram um emprego bem remunerado na máquina do Estado, para quiçá um dia mais tarde serem catapultados para uma empresa do SEE, para posteriormente usufruir de uma aposentação gorda. Tornou-se uma questão cultural viver à sombra dos Estado, as crianças em tom de brincadeira já dizem que querem ser reformadas, mas quando crescem e percebem que isso é impossível sonham por um emprego na máquina do Estado. Uma citação à qual acrescentei uma nota e que edifica bem a cultura portuguesa:

“A nossa sociedade é uma sociedade organizacional. Nascemos em organizações (do Estado), somos educados em organizações (do Estado) e a maioria das pessoas consome grande parte da vida a trabalhar em organizações (do Estado). A maioria morrerá numa organização e, quando chega o momento do enterro, a maior organização de todas – o Estado – tem de dar autorização oficial.” Estas são algumas das palavras do sociólogo norte-americano, Amitai Etzioni, que debruçou sobre a psicologia das organizações.

O resultado da degradação da nossa sociedade apenas pode ser combatido no seio familiar e na comunidade escolar. Ou seja, promovendo uma outra cultura de educação, em que o indivíduo considere estas situações anormais e vexatórias. E para isso é preciso uma ruptura com pelo menos meio século de história. Não vejo que isso seja possível, mas como somos um país em que a grande maioria dos portugueses são católicos, penso que a Igreja Católica pode dar neste aspecto um importante contributo ao país.




oalmirante @ 04:15

Seg, 07/02/11

Porto, 7 de Fevereiro de 2011

 

Satisfeito com mais três pontos, inconformado com a exibição. É este o meu estado de espírito depois do Porto x Rio Ave.

As últimas exibições do Porto têm sido a todos os títulos trágicas, desde o final do ano passado que o Porto encetou numa rota descendente ao nível do seu “futebol espectáculo”. A defesa tem sido o descalabro é o principal factor de instabilidade da equipa, sempre tivemos habituados a grandes centrais: o Aloísio, Jorge Costa, Jorge Andrade, Ricardo Carvalho, Pepe, Bruno Alves, e sem dúvida que a dupla Rolando e Maicon não dá conta do recado.

Temos que ter de volta um espírito de revolta dentro do nosso balneário, cada jogo tem de ser uma derrota para o Benfica! Apenas jogamos para garantir mais 3 pontos? Onde está aquela equipa do início de época? Onde está a boa rotatividade do plantel?

 




oalmirante @ 15:16

Dom, 06/02/11




oalmirante @ 14:48

Seg, 31/01/11

Porto, 31 de Janeiro de 2011

 

A janela de oportunidades volta-se a abrir no Médio Oriente. Os últimos seis dias têm sido marcados pelos protestos de milhares de egípcios, na Praça Al-Tahrir, no Cairo. Os protestos em Tunes que depuseram Ben Ali colocaram em xeque todo o mundo árabe que agora acompanha com receio as próximas horas.

A queda eminente do regime de Mubarak, que há quase três décadas condena o povo egípcio à miséria, vive os últimos dias. O princípio de um novo regime baseia-se no facto de toda a oposição egípcia se ter centrado em ElBaradei, Nobel da Paz em 2005, incluindo a Irmandade Muçulmana, e poderem pugnar por um regime democrático e laico. Mas a escolha de ElBaradei certamente que ultrapassa a satisfação dos egípcios e neste momento é um importante motivo de descanso para Israel e EUA.

O mundo árabe vive e viverá sem dúvida novos dias. Primeiro, os protestos Teerão em 2009 contra a reeleição fraudulenta de Ahmadinejad, de seguida em Tunes, e agora a charneira do mundo árabe, o Cairo. Mas o que têm em comum estas três manifestações? De onde foram impulsionadas? A resposta é única: Redes Sociais. As manifestações de Teerão ficaram marcadas pelo Twitter, e estas mais recentes no Cairo pelo Facebook.

As Redes Sociais têm tido um papel fundamental para a democratização de todo o mundo árabe. Aliás, as preocupações dos vários regimes atestam este efeito: a Síria que sempre impediu o acesso a redes sociais, o acesso ao Twitter no Irão, o Egipto que se torna no primeiro país a cortar a Internet e até a China, que não muito distante desta realidade, cortou o acesso a pesquisas que envolvam a palavra “Egipto”.

“A Praça Al-Tahrir transformou-se numa rede social, num Facebook ao vivo”. Esta é uma das frases destacadas na capa do jornal Público, e que faz referência aos activistas da página do Facebook, Kolane Khaled Saied (fundamental no eclodir da revolta), que têm ouvido as pessoas na Praça de Al-Tahrir para posteriormente se reunirem com o partido liberal, que está ilegalizado.

A importância e eficiência das redes sociais na organização e divulgação de manifestações no Médio Oriente é inegável, têm sido as principais responsáveis pela reabertura desta janela de oportunidades, pela tentativa de acabar com as ditaduras patrocinadas pelos EUA durante todos estes anos. Pessoalmente, duvido que os principais “fundadores” da Web 2.0, e consequentemente das Redes Sociais tivessem em mente esta dimensão política, diplomática e humanitária das suas criações.




oalmirante @ 00:44

Seg, 31/01/11

Porto, 31 de Janeiro de 2011

 

Mais uma vez observo algumas “criaturas” que vivem da política. Permitam-me usar a mesma linguagem de Alberto João Jardim. Mas realmente estas “criaturas” não fazem mais nada do que controlar o seu pequeno rebanho e coscuvilhar nos bastidores partidários para saber de onde sopra o vento.

 




oalmirante @ 04:20

Qui, 27/01/11




oalmirante @ 04:08

Qui, 27/01/11

Porto, 27 de Janeiro de 2011

 

Nestes últimos dias tenho-me dedicado à dinamização do Porto Laranja na Web 2.0. Reformulei o blogue tornando-o muito mais dinâmico e apelativo à leitura e consequente debate. Mas também não pude desmerecer as redes sociais, essenciais para uma intervenção política mais próxima das pessoas, dou alguns exemplos: o Facebook, Twitter, Youtube e Fickr. Cada um com as suas especificidades, o Facebook bastante generalista, o Twitter para mensagens mais rápidas, o Youtube para divulgar os vídeos das iniciativas e o Flickr para a divulgação das fotos.

Obviamente, não desenvolvi este trabalho, esta teia online ao acaso. Desenvolvi porque acredito que actualmente é o método mais eficaz para lançar ou relançar projectos desta envergadura. E neste caso particular este é um projecto, um grupo de extrema importância, uma vez que representa um dos poucos espaços políticos onde podemos ouvir, ser ouvidos e participar. Seja qual for a nossa opinião, que maioritariamente é diversa, nenhuma consequência decorre das nossas posições.

Acredito que neste novo ano, o Porto Laranja irá introduzir temas mais aliciantes aos jovens, assuntos onde se sintam mais integrados e não a passear nas nuvens de PECs, PRECs, PRACEs, etc. Uma linha mais pedagógica que tenha por último a participação política, será sem dúvida introduzida pelo Porto Laranja na cidade do Porto.




oalmirante @ 04:46

Ter, 25/01/11

Porto, 25 de Janeiro de 2011

 

No passado sábado fui ao Teatro Nacional São João assistir à peça 1974, uma breve passagem pelo Estado Novo, 25 de Abril e integração europeia. Confesso que não apreciei particularmente esta peça.

O Teatro Nacional São João (TNSJ) apenas o tinha visto por fora, e fiquei incrivelmente estupefacto com a sua beleza interior, extremamente acolhedor. Não sendo até agora um apreciador das artes teatrais, confesso que os últimos espaços que tenho visitado na cidade do Porto têm-me cativado bastante. Aproveito para deixar aqui este apontamento.




oalmirante @ 03:14

Ter, 25/01/11




oalmirante @ 03:05

Seg, 24/01/11

Porto, 24 de Janeiro de 2011

 

Que fará agora a classe política? Cerca de 53% do eleitorado absteve-se de ir votar nestas eleições presidências, ao qual podemos somar 4% de votos brancos e 2% nulos. A classe política bem se pode esforçar para tapar o sol com a peneira, porque quem saiu vencedor destas eleições foi o povo português, que através do voto fez aprovar a sua moção de censura a este sistema político. O sistema semipresidencial não tem mais pernas para andar, os portugueses pediram uma reforma, não se sentem satisfeito com este sistema.

A abstenção tem obrigatoriamente de continuar a subir, enquanto não nos propuserem uma solução credível capaz de encabeçar: “Uma maioria, um Governo, um Presidente”!

Na política portuguesa a única liberdade que temos é o voto. E correr o risco de deixar que os outros decidam por nós não deve ser fácil e felicito os que o fizeram de consciência. Só precisamos de uma classe política com sentido de compromisso.




oalmirante @ 04:10

Sab, 15/01/11

Porto, 15 de Janeiro de 2010

 

Há alguns dias atrás escrevi sobre o estranho Ser que era o Ministro da Defesa. Mas, estava completamente enganado. A verdade é que depois de José Sócrates apresentar de modo formal ao PS a sua recandidatura a Secretário-Geral, e de começar a preparar uma remodelação no Governo, é que se fez luz na minha cabeça! Afinal, estas afirmações de Augusto Santos Silva vêm na sequência de novas investigações que o próprio tem levado a cabo na área da psicologia comportamental. Ou seja, Augusto Santos Silva retoma aquilo que foram as investigações de Pavlov na produção de saliva. A diferença está em que as cobaias desta experiência não são cães, mas sim Pedro Passos Coelho. Ora, com esta base de apoio e, certamente, com um estudo preparado sobre os reflexos condicionados da oposição, Augusto Santos Silva encabeçará nesta nova remodelação do Governo a pasta do Ministério da Ciência!




oalmirante @ 02:55

Qua, 12/01/11




oalmirante @ 01:03

Qua, 12/01/11

Porto, 12 de Janeiro de 2011

 

Cavaco Silva nestas últimas semanas de campanha tem adoptado um discurso bastante parecido ao de Henrique Medina Carreira, no programa da SIC Notícias, Plano Inclinado, embora se exceptue o dramatismo. Contudo, esta postura de Cavaco é muito tardia, embora afirme que já vinha alertando para que mais tardo ou mais cedo chegaríamos a uma situação “explosiva”, o facto é que só ouvimos essas objectivas palavras da boca do PR durante a mensagem de ano novo de 2010. Ao invés do Presidente, Medina Carreira, Ferreira Leite, entre outros, vinham alertando de forma objectiva e clara, desde o início da década, para a situação insustentável para que caminhávamos, e que a crise internacional acelerou de forma trágica. Apesar de ser do PSD e de provavelmente votar Cavaco Silva nas próximas eleições presidências, não posso negar que desde 2005 até 2010 as mensagens do Presidente da República liam-se de todos os lados e davam azo a todas as interpretações possíveis. Cavaco Silva não foi claro e objectivo nas mensagens que enviava aos principais responsáveis políticos.

Agora, adopta esse discurso. Um discurso que porventura lhe dará a vitória, mas com o qual se terá de comprometer nos próximos 5 anos. Ao contrário de José Sócrates, Cavaco Silva não tem a fama de quem promete e não cumpre. E portanto, é muito importante que este espírito interventivo e de falar verdade tenha efeitos pós-eleições. Porque só o actual Presidente da República tem capital para ganhar eleições falando verdade, nenhum outro político conseguirá ganhar eleições falando a verdade e apresentando todo o seu projecto político para Portugal.

 




oalmirante @ 03:06

Ter, 11/01/11




oalmirante @ 02:08

Ter, 11/01/11

 




oalmirante @ 21:45

Seg, 10/01/11

Porto, 10 de Janeiro de 2010

 

Sempre ouvimos que os comunistas comiam criancinhas ao pequeno-almoço. Mas, o governo também parece querer enveredar por essa prática, certamente para poupar mais nos abonos que tanto impedem este país de rejuvenescer e sair da cepa torta. Primeiro, Santos Silva “malhava”, agora também “saliva”, mas que tipo de mutante é o nosso Ministro da Defesa! Só agora compreendo a escolha de José Sócrates em colocar Santos Silva a capitanear a pasta da Defesa, para fazer a sua política de terror por esses lados mais insensíveis.

 




oalmirante @ 21:31

Seg, 10/01/11

Porto, 10 de Janeiro de 2010

 

A comunicação social nestes últimos dias tem sido dominada pelo homicídio de Carlos Castro. Ao que consta o modelo Renato Seabra, que participou num concurso da SIC durante o Verão, é o autor dos crimes. Sim, dos crimes, porque efectivamente não estamos a falar de apenas um crime de homicídio, existe burrice activa em todo este acto criminoso. Falamos de um português que tem um país fantástico e acolhedor para este tipo de práticas, mas que mera pirraça decidiu faze-lo nos EUA.

Dos principais dirigentes políticos nem uma palavra sobre este caso. A bolsa está no vermelho à quatro sessões consecutivas, os juros dos títulos da dívida rondam os 7% e agora isto para denegrir mais a imagem de Portugal no estrangeiro. Num país afrodisíaco no que respeita ao sector da Justiça, o português Renato Seabra decide assassinar Carlos Castro, num dos países menos recomendados para esse tipo de práticas. Que pensará a comunidade internacional de nós, que não nos sabíamos governar já todos sabiam, mas a esperteza continuava a ser um dos nossos fortes!




oalmirante @ 04:44

Dom, 09/01/11

 

 

"To improve is to change; to be perfect is to change often."

 




oalmirante @ 04:28

Dom, 09/01/11

Porto, 9 de Janeiro de 2011

 

Hoje, apanhei-me a reflectir sobre sondagens. Afinal de contas qual será o método usado para fazer uma sondagem das eleições internas de um partido. No caso do PSD, será que os meios de comunicação social ligam para uma ou duas distritais, três ou quatro concelhias dissidentes dessas distritais e fazem uma regra de três simples para fazer a sondagem?

Gostaria de ver esta metodologia explicada, porque realmente não encontro outra maneira de obter dados concretos sobre esta matéria.




oalmirante @ 03:40

Dom, 09/01/11




oalmirante @ 03:31

Dom, 09/01/11

Porto, 9 de Janeiro de 2011

 

Devido à falta de tempo, tenho acompanhado de modo muito superficial estas eleições à Presidência da República. Mas, há momentos que me recuso a perder, e um deles foi a entrevista do nosso bravo “candidato Coelho” a Judite de Sousa. “Coelho ao poleiro” é o seu lema de campanha, que funciona no Continente de táxi e na Madeira, em terras do jardinismo, de carrinha funerária. Contudo, esta candidatura, sustentada na sátira e na loucura, deve ser levada muto a sério pelos actuais responsáveis políticos, uma vez que atinge a honra e dignidade que supostamente devia ser reconhecida a esta classe.

Mas falando um pouco mais dos verdadeiros candidatos, as eleições que ao início eram consideradas uma passeata de Cavaco Silva pelo país, começam a complicar-se, ou melhor Cavaco Silva decidiu complicar estas eleições. O renascer do fantasma do BPN, fez com que Cavaco Silva assumisse uma postura demasiada activa e, absolutamente, incongruente com o seu mandato. Á semelhança de Manuela Ferreira Leite refere-se demasiadamente à sua seriedade e honestidade, o que começa a “cheirar mal” para muitos que se começam a questionar sobre o porquê de insistir tanto nesses aspectos, terá algo a esconder? Pessoalmente penso que não, mas deve um esclarecimento claro ao país sobre todo este caso, afinal trata-se de o político que está há mais tempo no poder e que reserva para si um importante lugar na História de Portugal.

Em termos ideológicos a pobreza destas eleições é gritante. Temos apenas um candidato de direita e um plutão de radicais e extremistas demagogos, sem a mínima experiencia governativa. O mais alto cargo da nação está a ser desrespeitado e a abstenção que, certamente, se irá verificar é a subscrição de uma moção de censura a toda a classe política.




oalmirante @ 16:29

Ter, 04/01/11

 

 




oalmirante @ 21:32

Dom, 02/01/11




oalmirante @ 00:56

Dom, 02/01/11

Porto, 2 de Janeiro de 2011

 

Faltam 21 dias para as eleições presidenciais. O debate que tem existido entre os candidatos à Presidência da República tem sido bastante lírico, os candidatos a cada sessão de esclarecimento transparecem a inutilidade do cargo para o qual se candidatam. Tal como todos os portugueses também eles não sabem o que é um Presidente da República Portuguesa, ou melhor confirmam apenas a leve suspeita de que não passa de um manager de emoções. O sistema político não devia ter espaço para cargos fantoches, e o mais alto cargo da hierarquia política nacional é precisamente um desses exemplos.

No século XX decidimos retirar um Rei para colocar um Presidente da República, em nome de um sistema política totalmente roto e esgotado. Contudo, passados exactamente 100 anos conseguimos dar uma volta de 360º, com as melhorias da evolução naturalmente subjacentes ao tempo decorrido, os portugueses têm o mesmo estado de espírito e sentimentos que os seus antepassados há 100 anos atrás. E o problema, tal como em finais do século XIX e inícios do século XX, são a nossa natural tendência para a desorganização, continuamos a ser um povo que não se governa nem se deixa governar. Um exemplo desta cultura são os partidos políticos que são a imagem exacta dos partidos que tínhamos no regime monárquico.

Portugal continua a falhar nas grandes questões, que muitas vezes parecem meros detalhes aos olhos da maioria.

 




oalmirante @ 01:15

Qui, 30/12/10




oalmirante @ 02:57

Dom, 26/12/10




oalmirante @ 03:46

Qui, 23/12/10

Porto, 23 de Dezembro de 2010

 

Muitas vezes criticamos a má gestão que os nossos governantes fazem dos recursos do Estado e não reparamos na existência deste mesmo espírito de falta de liberdade à “moda portuguesa” nas empresas. O centralismo não existe apenas na máquina do Estado, afecta todas as instituições nacionais e com ele advém uma falta de liberdade absolutamente preocupante.

Pessoalmente posso dar o meu exemplo, trabalho numa empresa que presta serviços à PT Comunicações e sei que se os vendedores fossem mais ouvidos a PT poderia colmatar muitas falhas do seu sistema, designadamente ao nível das instalações dos serviços. Conquanto, para isso seja necessária também alguma persistência por partes dos trabalhadores para fazerem passar este feedback, ajudariam sem dúvida a melhorar os serviços da PT, como certamente os trabalhadores se sentiriam mais úteis e envolvidos no espírito da empresa.

Podemos dizer que se trata de uma questão cultural. Nós, os portugueses, não temos por hábito estimular o espírito de livre iniciativa – tão sublinhado no programa do PSD – e deixamo-nos controlar pelo Estado ou pelos poucos que assumem esta atitude. Assim, talvez as empresas tenham oportunidade de ter aqui um papel também pedagógico ao estimular dentro de portas a que os seus funcionários critiquem as várias dinâmicas ligadas ao negócio.




oalmirante @ 00:55

Qui, 23/12/10




oalmirante @ 23:51

Ter, 21/12/10

Porto, 21 de Dezembro de 2010

 

No passado dia 16 de Dezembro participei na organização de uma conferência sobre solidariedade. Desta conferência foi retirado um exemplo muito importante (pelo menos para min) para reorientarmos a nossa conduta política. Uma dinâmica muito interessante, que de modo muito sumário consiste em três fases:

 

  1. As pessoas mais desfavorecidas e com sérios problemas sociais deslocam-se a uma instituição que os ajuda a reintegrarem-se de novo na sociedade;
  2. Aprendem a relacionar-se e a prestar um serviço à comunidade que lhes é pago em géneros pela instituição a que pediram auxilio;
  3. Ao aprenderam a desempenharem uma “função” muitos são contratados e aplicam este modo de voluntariado educativo na sua vida.

Ou seja, este género de instituições ensina as pessoas a viver, falamos realmente de um modo de reinserção social, não através de dinheiro, mas com um acompanhamento permanente. Ao que parece esta era a ideia de Pedro Passos Coelho quando propôs ao Parlamento esta dinâmica de “Tributo Social”, que viria a ser chumbada. Com tantos estudos que são elaborados neste país, nunca ouvi falar de um que averigua-se qual a eficácia desta medida e se representaria um corte na má aplicação deste subsídio (RSI). Aguardo por ele, porque a eficácia desta medida está aí!




oalmirante @ 01:32

Ter, 14/12/10

Porto, 13 de Dezembro de 2010

 

Hoje, estive presente num debate sobre juventudes partidárias, organizado pela Associação de Estudantes da Escola Secundária Clara de Resende, em que a JSD foi representada pelo companheiro João Saracho. Foi sem dúvida uma excelente iniciativa da Associação de Estudantes, e com intervenções muito interessantes da parte dos alunos, cujo seu interesse pelo debate me surpreendeu bastante. Aliás, diria mesmo que o debate teve intervenções de nível superior, que rebateram totalmente o estereótipo de que os mais jovens não se interessam pelos assuntos políticos e que são maioritariamente de esquerda.

Espero que este género de iniciativas seja copiado não só pelas várias associações de estudantes existentes no Porto, como também pelas estruturas das juventudes partidárias que sem motivo aparente fogem a este debate e a este choque com a realidade.




oalmirante @ 01:53

Sex, 10/12/10

Porto, 10 de Dezembro de 2010

 

A Wikileaks, uma organização transnacional sem fins lucrativos sediada na Suécia, tem vindo a tornar público, desde o lançamento do seu website em 2006, uma base de dados com cerca de 1,2 milhões de documentos secretos. A organização, que segundo o seu director, o jornalista australiano, Julian Assange, foi criada por dissidentes do governo chinês, jornalistas, matemáticos e pequenas empresas do sector tecnológico dos EUA, Europa, Austrália, África do Sul e Taiwan, pretende conciliar a denuncia dos regimes opressivos existentes na Ásia, no bloco soviético, na África Subsariana e no Médio Oriente com um género de infoanarquismo. Assim, a prossecução destes objectivos resultou na denúncia de crimes corroborados por diversos documentos e vídeos relacionados com a guerra no Iraque e no Afeganistão, a obtenção ilegal de documentação referente à troca de e-mails entre cientistas da University of East Anglia, que consequentemente viria a dar origem ao escândalo Climategate, que acabou por descredibilizar a cimeira de Copenhaga, e mais recentemente, a publicação de documentos secretos da diplomacia norte-americana, que obviamente põe em risco e fragiliza as relações com os seus aliados.

Contudo, em vez de perdermos demasiado tempo a analisar e comentar o “11 de Setembro” da diplomacia norte-americana, será certamente mais útil reflectir sobre a evolução do poder da Informação, ao longo desta primeira década do século XXI. Sem grande espanto para muitos, certamente, Bill Gates fez em 1995, no seu livro “O Rumo ao Futuro”, várias previsões relativas à evolução da Informação, que se vieram a confirmar durante o decorrer desta última década.

 

«Imaginei conversas sem sentido (…) do género: “Quanta informação tens” “A Suiça é um país óptimo por causa da quantidade de informação que lá têm!” “ Ouvi dizer que o preço da informação ia aumentar!”»

 

Este excerto sem dúvida parece não ter sentido, porém, e se tivermos em conta o contexto actual, só poderemos concluir que a Informação é algo não-contável, factor que a torna poderosa e valiosas. Logo, a Informação gera hoje consequências tão globais como a electricidade. Conquanto, a este respeito a História já tenha escrito alguns capítulos, por exemplo, Winston Churchill, enquanto primeiro-ministro britânico, teve desde sempre consciência da importância da manipulação do factor Informação. Na sua biografia, redigida por François Bédarida, esse mesmo factor fica bastante patente:

 

«Grande segredo da II Guerra Mundial, o sistema de Informações Ultra foi o filho querido de Churchill e uma peça-chave na sua condução das operações. (…)

Nesta batalha das informações, Churchill ocupa um lugar central graças à atenção e ao apoio constante que sempre votou ao sistema Ultra (…).»

«Golpe de sorte para Churchill: a sua chegada a Downing Street coincidiu com o primeiro avanço decisivo do serviço Ultra. De facto, foi no fim de Maio de 1940 que os decifradores de Bletchley Park (…) conseguem descodificar o código principal da Luftwaffe (…). No ano seguinte, (…), já dominavam por completo o código da Kriegsmarine, e na Primavera de 1942 decifram o da Wehrmacht.»

«(…) de sublinhar a superioridade dos Aliados em matéria de informação, em particular graças à decifração das mensagens do inimigo pelo Signit (signalls intelligence).»


Estes últimos excertos expressam bem a importância que teve o factor Informação durante a guerra e o quanto contribui-o para a vitória dos Aliados na II Guerra Mundial. Mas, passados cerca de 70 anos o modo de tratamento da Informação foi-se desenvolvendo e tornou-a numa causa tão importante quanto a energia, e assista-se às consequências diplomáticas que gerou esta última publicação do Wikileaks e o enorme fracasso em que redundou a cimeira de Copenhaga.

A Informação evolui-o de forma brutal nesta última década, em que soubemos criar os meios necessários para a fazer circular à velocidade de um click. Nos dias de hoje já não vivemos sem uma vida 2.0, como são as redes sociais, o e-mail, o sms, etc. Mas embora muitas vezes nos esqueçamos que esta vida 2.0, esta Sociedade da Informação, é tão real quanto a primeira, precisamos de estabelecer regras e deixar de nos reger pelo bom senso de cada um dos seus intervenientes, pois o perigo espreita de todos os lados. E na internet são inúmeras as pessoas que são burladas e os jovens que são vítimas de pedofilia on-line. Também aqui é preciso saber atravessar uma passadeira. Politicamente, as juventudes partidárias são quem mais tem a obrigação e a responsabilidade de estabelecer as regras para atravessar esta passadeira, e esse semáforo até hoje não foi debatido nem construído para segurança dos nossos jovens cibernautas. Contudo, o mais difícil é ter consciência desta situação, e por atraso ou desconhecimento, nenhuma das nossas juventudes partidárias tem consciência deste problema, pelo que não consegue apresentar nenhuma proposta consistente neste sentido.




oalmirante @ 00:05

Sex, 10/12/10




oalmirante @ 16:38

Dom, 05/12/10

Porto, 5 de Dezembro de 2010

 

Uma notícia publicada hoje no site do semanário Sol dá conta que «mais de um terço dos municípios portugueses, sobretudo no interior, não chegam aos 10 mil habitantes». Sem dúvida que a revisão do mapa autárquico vai estar em cima da mesa durante o decorrer desta legislatura e logo após a eleição presidencial, aliás o secretário de Estado das autarquias locais revela que «é tempo» de avançar para «a reorganização e redimensionamento das autarquias locais, municípios e freguesias», adiantando que «o Governo lançará o debate até à Primavera».

Contudo, esta questão arrasta outra, a regionalização, e em época de austeridade este debate deve ser bem aprofundado de modo a evitar que se criem mais divisões administrativas para que os “boys” dos partidos políticos se barriquem nelas. Porque se vamos regionalizar o país, então que se acabe com as juntas de freguesia. Vejamos que a maioria destes 110 municípios, de população inferior a 10 mil habitantes, tem mais do que um presidente de Junta por mil habitantes, e em 28 destes municípios há mesmo, em média um presidente de Junta para menos de 500 habitantes. Assim, o panorama nacional é o seguinte: «Portugal tem actualmente 4260 freguesias, o que significa uma média de uma freguesia para cada 2497 residentes no território nacional.»

Deste modo, ao criarmos uma nova divisão administrativa, as regiões, estaríamos a pôr um ponto final a 4260 executivos, muitos deles uma autêntica “lambarice” política. Pois, do ponto de vista da corrupção tornar-se-ia muito mais fácil controlar e investigar as regiões que se viessem a criar do que 4260 freguesias, aproximaríamos os dois pólos do paradoxo – poder central e local – o que representaria o fim de muitas desigualdades, e por último a conjugação destes vários factores representaria por certo um expressivo corte na despesa do Estado português.




oalmirante @ 15:40

Dom, 05/12/10




oalmirante @ 20:00

Sab, 04/12/10

 

 

"Portugal não pode ser isto e não irá ser isto!"

 




oalmirante @ 02:38

Qui, 02/12/10

Porto, 2 de Dezembro de 2010

 

Há 12 anos comprei o meu primeiro livro na livraria Bertrand do Gaia Shopping, na altura andava na 3ª Classe e foi então quando comecei a ler o primeiro livro da saga Harry Potter, A Pedra Filosofal.

Na semana passada, e agora com 19 anos, assisti à primeira parte de Harry Potter e os Talismãs da Morte. Para quem leu todos os livros e só depois viu todos os filmes é fácil avaliar que é um dos melhores filmes da saga.

 




oalmirante @ 14:14

Ter, 30/11/10

Porto, 30 de Novembro de 2010

 

A organização WikiLeaks publicou durante o dia de ontem, e publicará durante os próximos dias, no seu site documentos diplomáticos confidenciais dos EUA.

Pessoalmente, estou muito preocupado com a qualidade das informações da diplomacia norte-americana que constata de modo surpreendente e curioso que Kim Jong-il é “um tipo flácido” ou “com traumas físicos e psicológicos”, Vladimir Putin e Nicolar Sarkozy são têm um recorte autoritário, Muhammar Khadaffi é considerado um verdadeiro hipocondríaco, Berlusconi aprecia “festas selvagens” e Angela Merkel “tem medo do risco e raramente demonstra imaginação”.

Depois destas conclusões assinadas por Hillary Clinton só posso concluir que os serviços norte-americanos são uns amadores comparados com os nossos bravos do Correio da Manhã.




oalmirante @ 22:33

Qua, 24/11/10

Porto, 24 de Novembro de 2010

 

Hoje, Manuel Alegre acordou “como um pássaro a saudar a greve”. O candidato do BE e do PS que constantemente exige opiniões do actual PR, mas que não tinha nenhuma opinião formada sobre o sentido de voto no OE, admite que não passa de um poeta (pouco utópico).

Enfim, segundo a CGTP e a UGT 3 milhões de portugueses juntaram-se neste dia 24 ao governo, que entrou em greve e deixou de governar desde que foi eleito.




oalmirante @ 03:38

Seg, 22/11/10




oalmirante @ 03:29

Seg, 22/11/10

Porto, 22 de Novembro de 2010

 

A imprensa internacional avançou ontem que num livro que irá ser publicado esta semana o Papa Bento XVI afirma que o uso de preservativo se justifica em certos casos.

Independentemente do contexto em que estão inseridas as suas palavras, este passo é muito importante para a “adaptação” da Igreja Católica ao mundo, mas sobretudo aos seus novos fiéis. Assim, a Igreja começa a enfrentar os problemas da sociedade moderna, ao mostrar-se disponível e compreensiva perante os dilemas mais “delicados”, sejam eles externos ou internos.

O papado de Bento XVI, apesar de ser muito criticado pela imprensa internacional, vai-se adaptando às novas realidades, respeitando contudo as linhas mestras do catolicismo, como é, por exemplo, a oposição ao casamento homossexual.

Apesar de ser ateu identifico-me bastante com esta “segunda parte” do papado de Bento XVI.

 




oalmirante @ 12:30

Qui, 18/11/10

Porto, 18 de Novembro de 2010

 

Nestas últimas semanas recordo com bastante frequência a escola que frequentei durante o ensino básico, a EB 2.3 Irene Lisboa, na freguesia de Cedofeita. Mais do que aprender as matérias que o ensino público português tinha para me ensinar, convivi com colegas dos mais variados quadrantes sociais, e sei bem as dificuldades em que muitos viviam. Pois, todos os anos tinha de partilhar os livros com os colegas, porque só podiam ser levantados no SASE em meados de Outubro, onde também iam buscar algumas roupas para si e para os irmãos.

O Estado português, com o fraco e desorganizado apoio que oferecia às famílias, obrigava estes jovens a entrar na vida do pequeno furto, na vida do crime. No entanto, e como se a humilhação já não bastasse, estes jovens muitas vezes envolviam-se em drogas, poluindo inocentemente o ambiente escolar. A comunidade escolar, geralmente sem o apoio da JF Cedofeita (PSD), promovia todos os anos várias iniciativas, como a feira de Natal, cujas verbas revertiam em favor das famílias dos alunos mais carenciados e da própria escola.

São estas as portas abertas para os jovens portugueses. O Estado português, expressamente, centralizado e, excessivamente, dividido e subdividido, não consegue dar o apoio local que se exigiria, e actua de forma uniforme perante qualquer problema, seja ele financeiro, social e até político, ou seja: “rega dinheiro sobre os problemas”. Por sua vez, os governos para justificar cortes orçamentais são os primeiros a dizer que as pessoas não vivem apenas benefícios fiscais, também dependem dos serviços públicos. Contudo, a sua atitude é perfeitamente contrária, pois menospreza o trabalho no terreno, que seguramente representaria um efectivo corte na despesa do Estado.

Por parte das juventudes políticas nem uma palavra de apoio a estes jovens portugueses que raramente chegam ao ensino superior. A sua suposta superioridade intelectual não admite entender as dificuldades destes jovens, porque raramente conviveram com elas. Talvez por nojo, não fazem o mínimo esforço para se aproximarem destes jovens, fazendo política apenas para uma elite que chega ao ensino superior.

Não gosto de me referir a datas históricas por estas serem excessivamente limitadoras e nem sempre corresponderem ao verdadeiro tempo. Mas, os portugueses continuam sem saber o que é liberdade e igualdade de oportunidades. Não por uma certa burguesia dominar sempre o poder, como uma certa esquerda julga, mas por nunca termos herdado um espírito de liberdade que se quer assente na crítica e não em verdades absolutas.




oalmirante @ 01:17

Qui, 11/11/10

Porto, 11 de Novembro de 2010

 

Nestes últimos dias tenho trabalho em algumas propostas para apresentar na JSD, tenho a percepção que são bastantes diferentes daquilo que vemos nos plenários e por esse mesmo motivo talvez sejam um pouco ousadas. Conquanto, tenha procurado justifica-las o melhor possível, temo que sejam vistas com alguma reticência em prol do caciquismo e da manutenção de poder.

A este respeito sugiro este excelente vídeo. Uma entrevista a Sir Ralf Dahrendorf que nos inspira a lutar pela liberdade e democracia, e negar esta ditadura dos partidos que nos rege a seu bel-prazer.

 

 

Foi um grande académico que também praticou a política. Filiou-se no Partido Social-Democrata (SPD) alemão aos 18 anos. Aderiu depois ao Partido Liberal (FDP). Foi deputado e ministro na Alemanha. Foi na Câmara dos Lordes que liderou a célebre "Comissão Dahrendorf" sobre "criação de riqueza e coesão social numa sociedade livre", que viria a ser uma das fontes de inspiração do New Labour. Admirava o primeiro-ministro britânico Tony Blair pelas suas profundas convicções "mais morais do que políticas" mas foi o primeiro a criticá-lo quando, depois do 11 de Setembro, quis limitar as liberdades em nome da segurança.

O seu amor pela liberdade talvez o tenha aprendido nos anos da sua juventude, quando teve de conviver com dois totalitarismos. Disse muitas vezes que os dois anos mais importantes da sua vida tinham sido 1945 e 1989.

A sua história começa em Hamburgo, onde nasceu a 1 de Maio de 1929, filho de um dirigente social-democrata da República de Weimar, Gustav Dahrendorf, preso no ano em que Hitler chegou ao poder e, de novo, em 1944. Com apenas 15 anos, Ralf seguia as pisadas do pai: preso no mesmo ano pela Gestapo, enviado para um campo de concentração, libertado pelo exército soviético.

Depois da libertação, Gustav ficou do lado errado da Alemanha. De novo preso por se recusar a participar nas negociações impostas pelos comunistas aos sociais-democratas para fundir os dois partidos. "Esta dupla experiência do totalitarismo - nazi e comunista - e da resistência contra eles fundaram o compromisso de Ralf Dahrendorf com a causa da liberdade e preveniram-no contra as seduções ideológicas", escreve João Carlos Espada.

Regressa a Inglaterra em 1974 para dirigir a London School e, depois, o St. Antony's College de Oxford. Foi lá, no passado dia 1 de Maio, no dia em fez 80 anos, que um grupo de académicos e amigos se reuniu uma última vez com ele para uma homenagem e uma última discussão. Entre os presentes, o historiador britânico Timothy Garton Ash (o organizador), o filósofo alemão Juergen Habermas e o político italiano Guiliano Amato.

Numa das suas obras de referência, Class and Class Conflit in Industrial Societies (1959), desenvolve uma das suas ideias fundamentais sobre as sociedades democráticas. "O monismo totalitário baseia-se na ideia de que o conflito pode e deve ser eliminado. (...) Essa ideia é tão perigosa quando errónea. O pluralismo das sociedades livres baseia-se no reconhecimento e na aceitação do conflito".

in Público 19.06.2009 - 07:07 Por Teresa de Sousa




oalmirante @ 23:09

Seg, 08/11/10

Porto, 8 de Novembro de 2010

 

Deixo aqui uma proposta para o novo equipamento do Benfica!

 




oalmirante @ 23:50

Dom, 07/11/10

Porto, 7 de Novembro de 2010

 

Ontem, estive à porta da sede distrital, em Guerra Junqueiro, a assistir às eleições dos delegados ao congresso nacional da JSD. Foram sem dúvida umas eleições bem disputadas e espero que tenham marcado uma nova viragem política para o Porto. Isto é, marcou o início de um projecto que deverá começar do zero, sem qualquer tipo de preconceitos políticos e que te de promover uma ruptura com uma certe classe política que já há alguns anos tem vindo a tomar conta do Porto.




oalmirante @ 02:25

Sex, 05/11/10




oalmirante @ 01:25

Qui, 04/11/10

Porto, 4 de Novembro de 2010

 

Hoje, tive a oportunidade de assistir ao segundo dia de debate do orçamento, bastante diferente do primeiro que ficou marcado por alguma crispação entre os partidos de direita e o governo, principalmente entre Paulo Portas e José Sócrates. Contudo, no dia de hoje, a ex-líder social-democrata, Manuela Ferreira Leite, saltou da fila dos bastiões adormecidos para fazer uma intervenção dirigida a todos os quadrantes políticos. Assim, foi com silêncio e respeito que o parlamento ouviu as palavras da única pessoa que dentro da política activa vinha alertando para a calamidade das contas públicas, e que lhe custou as eleições legislativas.

Manuela Ferreira Leite durante a sua intervenção aludiu à posição de responsabilidade tomada por esta nova direcção do PSD e preveniu o parlamento para não dar a mínima margem de erro à execução orçamental, como tem acontecido sucessivamente até então. Mas a ex-líder reafirmou também alguns valores desconhecidos para a classe política, como falar verdade aos portugueses.

Todavia, o frenesim de esquerda não tardou em tentar derrubar este bom discurso de Ferreira Leite, tornando-o numa intervenção inequivocamente irrepreensível do ponto de vista político. Mas, nem os truques de Francisco Louçã, nem o discurso inflamado dos comunistas diminuíram o humor de Ferreira Leite.

O “momento Ferreira Leite” foi sem dúvida um momento de grande elevação política. Porém, José Sócrates não tardou em fazer malabarismos retóricos com as palavras de Ferreira Leite e conclui insolentemente que “finalmente tinha sido ouvido”. Aliás, temo que o tal “eu curioso” do primeiro-ministro só tenha compreendido agora a mensagem de Manuela Ferreira Leite, quando o deficit e desemprego estão acima dos 9% e 10% respectivamente e o tempo é escasso para repor a ordem nesta casa portuguesa.




oalmirante @ 19:23

Seg, 01/11/10

Prefiro rosas, meu amor, à pátria,

E antes magnólias amo

Que a glória e a virtude.

 

Logo que a vida me não canse, deixo

Que a vida por mim passe

Logo que eu fique o mesmo.

 

Que importa àquele a quem já nada importa

Que um perca e outro vença,

Se a aurora raia sempre,

 

Se cada ano com a primavera

As folhas aparecem

E com o outono cessam?

 

E o resto, as outras coisas que os humanos

Acrescentam à vida,

Que me aumentam na alma?

 

Nada, salvo o desejo de indiferença

E a confiança mole

Na hora fugitiva.

 

Ricardo Reis




oalmirante @ 22:54

Dom, 31/10/10



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"We shall go on to the end, we shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender (...)"

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