oalmirante @ 00:56

Dom, 02/01/11

Porto, 2 de Janeiro de 2011

 

Faltam 21 dias para as eleições presidenciais. O debate que tem existido entre os candidatos à Presidência da República tem sido bastante lírico, os candidatos a cada sessão de esclarecimento transparecem a inutilidade do cargo para o qual se candidatam. Tal como todos os portugueses também eles não sabem o que é um Presidente da República Portuguesa, ou melhor confirmam apenas a leve suspeita de que não passa de um manager de emoções. O sistema político não devia ter espaço para cargos fantoches, e o mais alto cargo da hierarquia política nacional é precisamente um desses exemplos.

No século XX decidimos retirar um Rei para colocar um Presidente da República, em nome de um sistema política totalmente roto e esgotado. Contudo, passados exactamente 100 anos conseguimos dar uma volta de 360º, com as melhorias da evolução naturalmente subjacentes ao tempo decorrido, os portugueses têm o mesmo estado de espírito e sentimentos que os seus antepassados há 100 anos atrás. E o problema, tal como em finais do século XIX e inícios do século XX, são a nossa natural tendência para a desorganização, continuamos a ser um povo que não se governa nem se deixa governar. Um exemplo desta cultura são os partidos políticos que são a imagem exacta dos partidos que tínhamos no regime monárquico.

Portugal continua a falhar nas grandes questões, que muitas vezes parecem meros detalhes aos olhos da maioria.

 



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"We shall go on to the end, we shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender (...)"

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