oalmirante @ 01:08

Seg, 16/05/11

Porto, 16 de Maio de 2011

 

Ontem, estive a ver o debate entre Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, através do site da TVI24, a performance de Paulo Portas já todos conhecemos, mas Pedro Passos Coelho continuava a ser um tabu, os debates televisivos entre ele e os ex-candidatos à presidência do partido não deram para retirar nenhuma conclusão definitiva. Conquanto, tivesse um adversário que na altura surpreendeu bastante pela positiva, como José Pedro Aguiar-Branco, e outro pela negativa, como Paulo Rangel, mas o debate apenas se fez entre estes dois candidatos, para Pedro Passos Coelho foi apenas uma passeata, o cacique estava assegurado. Agora, o cacique não ganha eleições, e Pedro Passos Coelho tem se esforçado imenso para perder estas eleições, e no debate com Paulo Portas não foi diferente, apenas igual a si mesmo, numa retórica insípida foi derrotado por Paulo Portas, com quem até tem bastantes pontos de convergência, por José Sócrates será claramente abalroado.

No entanto, não tenho dúvidas que do ponto de vista programático o PSD é o partido mais forte, contudo só isso não basta, é preciso acreditar nos portugueses e faze-los acreditar no partido, e isso leva tempo. Mesmo sabendo que Pedro Passos Coelho tem vindo a rodear-se de pessoas competentes, todos sabemos em que condição ganhou a presidência do partido, basta ver os principais concelhos em que ganhou (e o Porto não foi um deles, mas talvez do outro lado da ponte tenha tido um resultado esmagador). Assim, não é compreensível que o líder do PSD peça uma maioria aos portugueses, mesmo afirmando que vai pedir coligação ao CDS/PP (mas para quê, são assim tão amigos?).

Pelo contrário o CDS/PP tem desde o regresso de Paulo Portas tido uma coerência notável, construiu uma equipa competente, vê-se que existe trabalho naquela bancada parlamentar, ao contrário das restantes, pelo que tem sem dúvida merecido os votos dos portugueses. E para um militante de base, de um partido com bastante tradição autárquica, tem uma coisa muito importante e que Paulo Portas já sublinhou várias vezes, «Não tenho que prestar vassalagem a caciques».



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"We shall go on to the end, we shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender (...)"

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